Operação Freedom prende 31 integrantes do Comando Vermelho na Bahia sem disparar um tiro
Foto: Divulgação A Polícia Civil da Bahia deflagrou nesta terça-feira (4) a Operação Freedom, que prendeu 31 pessoas ligadas ao Comando Vermelho, facção carioca que atuava no estado. A ação ocorreu simultaneamente na Bahia e no Ceará, com o cumprimento de 46 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de 51 contas bancárias, sem que fosse disparado um único tiro.
Os mandados foram cumpridos em bairros de Salvador — Liberdade, Uruguai, Pernambués, Narandiba e Areia Branca — além dos municípios de Aratuípe, Ilhéus e Eusébio (CE). Segundo o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a operação deve contribuir para esclarecer cerca de 30 homicídios na capital baiana.
Eficiência sem violência
A Operação Freedom chama atenção pelo uso de inteligência policial e integração entre forças, sem a necessidade de confrontos armados. A ação baiana mostrou que é possível enfraquecer o crime organizado com planejamento, e não com violência.
O resultado contrasta fortemente com a megaoperação no Rio de Janeiro, onde o governo fluminense confirmou 121 mortos, dos quais 17 não tinham passagem pela polícia. Considerada a mais letal da história do estado, a ação mobilizou milhares de agentes, helicópteros e blindados, e terminou com forte repercussão nacional e internacional.
Dois caminhos, dois resultados
Enquanto o Rio insiste em operações marcadas por alto número de mortes e poucos resultados duradouros, a Bahia, com a visão diferenciada do governo do PT, demonstrou que o combate ao crime pode ser feito com eficiência e respeito à vida.
A Operação Freedom não apenas prendeu criminosos e bloqueou recursos financeiros, mas também mostrou que a inteligência pode substituir o gatilho, e que segurança pública não se mede pela quantidade de corpos, e sim pela capacidade de enfraquecer o crime sem derramar sangue.




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