José Ivandro
Usuários enfrentam atrasos e desorganização no transporte público
A rotina de quem depende do transporte público em Paulo Afonso segue sendo um teste diário de paciência.
Ônibus da Viação AtlânticoMaria, funcionária de um supermercado no Centro da cidade, desceu de um ônibus da Atlântico Transportes indignada, gritou xingou e cuspiu cobras e lagartos com vontade, e ela tinha motivos.
Após sair do trabalho às 17h20 da última sexta feira, Maria só chegou ao BTN às 19h40. Foram duas horas e vinte minutos entre o fim do expediente e a chegada ao ponto mais próximo de casa. Uma maratona insuportável cuja maior parte foi sentada (menos mal) no ponto de ônibus a 30 metros do seu local de trabalho, calor, sede e cansaço se misturavam a profunda indignação que tomava conta dela, a viagem não deveria durar mais que 30 minutos, mesmo com o trânsito engarrafando diariamente na cabeça da ponte, aquela hora não tinha mais fluxo de trânsito que atrapalhasse, o problema provavelmente foi originado na demora pra sair do terminal, alguém decidiu segurar o fluxo de ônibus rodando nas linhas do BTN.
Como se não bastasse a demora, o que se viu em seguida reforça a desorganização: logo após o ônibus em que ela estava, outros dois veículos da mesma empresa chegaram praticamente juntos, um indicativo claro de falha na operação e também na fiscalização do serviço.
E esse não é um caso isolado. já relatei aqui diversos casos de pessoas que perdem a hora do trabalho por conta da falta de pontualidade no serviço por esta empresa.
Situações como essa se somam a decisões difíceis de compreender, essa não sei se do municipio ou da empresa: Os dois abrigos da parada de ônibus defronte ao posto médico da Avenida Delmiro Gouveia no BTN 2 foram removidos. Durante meses, os usuários, especialmente os idosos, ficaram expostos ao sol e à chuva, sem qualquer explicação plausível.
Após diversas reclamações, inclusive as registradas neste portal, os bancos foram recolocados exatamente como estavam antes. Ou seja, um transtorno sem qualquer melhoria que justificasse a medida.
Diante desse cenário, a Prefeitura de Paulo Afonso precisa agir com mais firmeza. Prefeito Mario Galinho, é necessário fiscalizar o serviço prestado pela viação Atlântico aos moradores da nossa cidade, é preciso garantir o cumprimento dos horários e o mínimo de organização no transporte público.
Transporte público não é favor. É serviço essencial. A população precisa de previsibilidade, respeito e da segurança de que poderá cumprir seus compromissos sem enfrentar jornadas desgastantes como essa.
Cabe ao senhor, prefeito, botar ordem na casa, exigir melhorias e dar a garantia de que o trabalhador não vai ficar na mão, a toa, pagando mico por conta de uma empresa que depois de tanto tempo ainda não disse ao que veio.





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