Aldo Carvalho
Lula e o convite para festa cafona da Casa Branca
Lula e TrumpJá comentei que o Lula está prestes a virar coach internacional da paz, né? Ele mal pisca e já está assumindo mais uma embaixada que não é dele. Primeiro virou síndico substituto da Argentina na Venezuela, depois que Milei resolveu ofender Maduro como se estivesse brigando no Twitter. Agora, o Brasil assumiu também a embaixada do México no Peru — porque aparentemente somos o “faz-tudo” diplomático da região.
A história foi aquela novela básica: Claudia Sheinbaum concede asilo político para uma opositora perseguida pelo governo trôpego da Dina Boluarte, que foi tirada do cargo e substituída por um sujeito da extrema direita. O Peru, melindrado, rompeu com o México. E quem sobra pra segurar a bronca? Sim, o Brasil, que virou uma espécie de zelador oficial da América Latina.
Enquanto isso, tem gente por aí dizendo que o Brasil “perdeu protagonismo” na região porque não impediu os arroubos do presidente dos EUA contra Maduro — esse povo tem uma fantasia com a Venezuela que nem Freud explica. Eu escuto e só penso: que fase.
E olha, não duvido nada: com o tato diplomático do Lula, ele ainda acaba participando da libertação de Maduro nesse imbróglio internacional. Porque a verdade é que o presidente dos EUA não faz ideia do que fazer com esse abacaxi.
Aliás, vocês viram que o presidente norte‑americano convidou Lula para um baile de gala? Aquelas festas pomposas, visual de cenário de filme, muito brilho e pouca elegância (cafonice total). Todo mundo sabe que essas convocações têm aquele arzinho de armadilha diplomática, mas também mostram o tamanho do respeito que o mandatário de lá tem pelo presidente daqui. Ele gosta de lidar com quem tem peso — não com aventureiros políticos.
E Lula joga esse jogo com a frieza que a situação exige. Ele sabe que está lidando com alguém impulsivo, vaidoso e capaz de transformar birra em tarifa comercial. E mesmo assim, nunca se rebaixou: criticou quando quis, tanto em Maceió quanto no encontro do MST, e manteve a postura.
Lembro bem de quando parte da elite correu para justificar o tarifaço contra o Brasil, como se o país tivesse que aceitar calado qualquer capricho vindo de Washington. Enquanto isso, Lula nadava contra a corrente, recusando a chantagem — coisa que muitos líderes europeus, japoneses e latino‑americanos aceitaram sem pestanejar.
Agora quero só ver o escândalo quando Lula for recebido com todo aquele ouro cintilante e pompa exagerada na Casa Branca. Vai ter jornalista tremendo de emoção, político surtando nas redes e até diplomata engolindo seco. O entretenimento, pelo menos, está garantido.





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