O HOSPITAL NÚCLEO VIDA PRECISA SER REFERÊNCIA, NÃO “PLANO B”
Foto: Divulgação O retorno do Hospital Núcleo Vida como UNACON deve ser comemorado, pois garante, por enquanto, que os pacientes oncológicos de Paulo Afonso continuem sendo tratados aqui. Isso é um alívio, mas também revela uma situação que permanece mal resolvida: a ideia de deslocar pacientes para Lagarto ganhou força muito mais por interesses externos e de difícil compreensão. Definitivamente, não é pela necessidade do nosso povo, que prefere a opção local.
Os prefeitos de Paulo Afonso, Glória, Santa Brígida e outros da nossa região optaram por credenciar o hospital de Lagarto como referência no atendimento aos seus pacientes oncológicos, mas essa medida não foi bem recebida pelos pacientes e por seus familiares, que não concordam em deixar o tratamento em Paulo Afonso para voltar ao transtorno das longas viagens.
É importante reconhecer que o Hospital de Amor de Lagarto tem excelente estrutura. Mas, para quem vive em Paulo Afonso e nos municípios próximos, não existe justificativa lógica para ser regulado para outro estado, exceto quando o tipo de tratamento necessário não esteja disponível no Núcleo Vida. Fora isso, enviar pacientes para Lagarto significa impor distâncias desnecessárias, aumentar o desgaste e dificultar o suporte das famílias.
O Núcleo Vida segue atendendo e atuando com competência comprovada. Porém, ainda é tratado como alternativa, como se estivesse apenas “tapando buracos” quando outros planos não se concretizam. Esse é o ponto que precisa ser enfrentado.
Se o HNV de Paulo Afonso já demonstrou capacidade de atender bem, então deve ser reconhecido como referência natural da região. Não como um recurso provisório, mas como parte central e estável da política de atenção oncológica.
O retorno da habilitação como UNACON é positivo, claro, mas não encerra o debate. Precisamos de uma definição madura, equilibrada e definitiva: para que depois não digam, de um lado, que não vale a pena investir em Paulo Afonso e, de outro, que os políticos locais não têm compromisso com o futuro da cidade. Por isso, o Hospital Núcleo Vida deve ser prioridade, não substituto.
Acima de tudo isso deve está a vida humana.
José Ivandro*, é editor de política do site Tribuna do Povo.





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