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Paulo Afonso,09/04/2026

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Mais de 80% dos estados aderem à proposta do governo federal para ‘auxílio-diesel’

brasil61.com
Mais de 80% dos estados aderem à proposta do governo federal para ‘auxílio-diesel’

Vinte e dois dos 27 estados brasileiros sinalizaram concordar com a proposta do governo federal de criar um subsídio para a importação de diesel. A posição foi anunciada pelo Ministério da Fazenda, em nota conjunta com o Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).




  1. Acre (AC);

  2. Alagoas (AL);

  3. Amazonas (AM);

  4. Bahia (BA);

  5. Ceará (CE);

  6. Distrito Federal (DF);

  7. Espírito Santo (ES);

  8. Maranhão (MA);

  9. Mato Grosso (MT);

  10. Mato Grosso do Sul (MS);

  11. Minas Gerais (MG);

  12. Paraíba (PB);

  13. Paraná (PR);

  14. Pernambuco (PE);

  15. Piauí (PI);

  16. Rio Grande do Norte (RN);

  17. Rio Grande do Sul (RS);

  18. Roraima (RR);

  19. Santa Catarina (SC);

  20. São Paulo (SP);

  21. Sergipe (SE); e

  22. Tocantins (TO).



Inicialmente, o governo do DF havia rejeitado o convite, mas voltou atrás nesta quarta-feira (1º). Amapá, Goiás, Pará e Rio de Janeiro esperam a publicação da medida provisória para decidir se vão aderir à iniciativa. Já o governo de Rondônia manifestou posição contrária em nota, na qual afirma que “é muito duvidoso que esta ação se reflita na redução do preço do diesel na bomba.”



O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o texto detalhando a política sai ainda esta semana. A intenção é implementar um auxílio de até R$ 1,20 por litro de diesel durante dois meses para empresas importadoras. Metade desse valor será paga pela União e os outros R$ 0,60 serão divididos proporcionalmente pelos governos estaduais participantes, de acordo com o volume do combustível consumido.



O impacto nos cofres dos estados seria de cerca de R$ 1,5 bilhão. A compensação será feita por meio da retenção de parte do Fundo de Participação dos Estados (FPE) de cada unidade da federação.



Estratégias



A nova estratégia substitui a proposta inicial de zerar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nos estados e se soma à isenção federal do PIS/Cofins e à subvenção de R$ 0,32 por litro já concedida pela União.



Esses movimentos surgem como providência do governo federal para conter a alta dos preços dos combustíveis no mercado internacional, influenciada principalmente pela guerra no Oriente Médio. Atualmente, cerca de 30% do diesel consumido no Brasil é importado. Assim, as medidas também buscam mitigar o impacto inflacionário, conter a elevação do custo do frete, o risco de desabastecimento e trazer maior estabilidade ao mercado no curto prazo.


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