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Paulo Afonso,17/03/2026

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Aldo Carvalho

SEIS É IGUAL A MEIA-DÚZIA NA GEOPOLÍTICA?

A LÓGICA DE ACHAR QUE NA GEOPOLÍTICA SEIS É IGUAL A MEIA-DÚZ

Redação
SEIS É IGUAL A MEIA-DÚZIA NA GEOPOLÍTICA? Reprodução

No futebol, é comum ver técnico mexer nas peças para que tudo continue exatamente igual. Seis por meia dúzia. Da arquibancada, o torcedor- comentarista, em sua genialidade clássica, cumpre o ritual e sentencia: “não mudou nada”.

Na geopolítica que envolve o “Oriente Distante”, a recente troca foi absurdamente mais cara, burra — e infinitamente mais sangrenta.

Gastaram-se bilhões, vidas e reputações internacionais para “eliminar um problema e neutralizar um perigosíssimo alvo” à luz da mídia sionista genocida. No processo, matou-se o alvo, a esposa, os netos, multiplicaram luto com meninas estudantes assassinadas; deixou-se o herdeiro vivo, mutilado, carregando uma dor que não cabe em relatórios nem em discursos de vitória e agora blindado contra qualquer tentativa de pacificada aproximação. O resultado? Não o fim do problema, mas sua versão aprimorada: um sucessor mais duro, mais ressentido e absolutamente impermeável à ideia de diálogo e mais preparado para fechar portas e abrir crateras.

Seis por meia dúzia, com juros compostos de rancor e correção monetária em tragédia. 

Como se a estupidez estratégica já não fosse suficiente, para coroar o gênio-Donald-estratégico-Trump, entregaram à nova liderança o interruptor de uma máquina que move o planeta. O Estreito de Ormuz virou um tabuleiro minado; o petróleo fez o que petróleo faz quando cheira pólvora; e potências globais — inclusive algumas com gente, ogivas e pressa — miraram sua irritação não no alvo midiaticamente óbvio, mas no aprendiz de estrategista que moveu a peça errada do tabuleiro. Não olharam para Teerã primeiro. Olharam para Washington.

No fim, a grande mente estadunidense, hollywoodiana, “estratégica, arrogante e mentalmente desequilibrada” por trás da catástrofe conseguiu a proeza rara de transformar força em pantomima: um poder que dispara para parecer imponente, mas cai de cara no próprio roteiro, agora com claros sinais de derrota, colecionando aliados constrangidos, mercados nervosos e inimigos vitaminados. 

O yankee arquiteto da crise conseguiu se transformar numa caricatura do próprio fracasso: parecia forte e agora manco, tropeçando nos próprios escombros políticos, cercado por aliados que estão mais para ex-capachos do que fiéis financiadores.

Trocaram um Khamenei moderado por outro Khamenei raivoso e historicamente radical.

Só que agora com um desastre diplomático em modo automático, uma guerra sem manual de instruções para uma saída de emergência e a prova histórica e definitiva de que, quando a burrice vira doutrina e a indústria de mentiras ocupa mentes, o mundo inteiro paga a conta — com juros, correção e recibo carimbado.

Era o golpe de misericórdia que faltava para o fim (já há tempos anunciado) de um império brutalmente maléfico à humanidade, o império do falso “Sonho Americano”.



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