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Paulo Afonso,09/04/2026

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Aldo Carvalho

Precisamos de uma TERRABRÁS nos moldes de uma PETROBRAS, só que totalmente nossa.

Foto: Divulgação
Precisamos de uma TERRABRÁS nos moldes de uma PETROBRAS, só que totalmente nossa. Exploração de Terras Raras no Brasil ainda é incipiente

O Brasil caminha para um erro geopolítico histórico ao tratar como mercadoria comum aquilo que é um ativo estratégico de soberania: suas reservas de terras raras, insumo central da economia tecnológica, energética e militar do século XXI. Embora detenha uma das maiores reservas do planeta, o país permanece fora do núcleo decisório global, limitando‑se a exportar minério bruto e a importar tecnologia de alto valor agregado. Essa lógica perpetua a dependência e reencena o velho modelo colonial sob novas roupagens.

A fragilidade não é geológica, mas política. A legislação atual facilita a especulação e a transferência de direitos minerários estratégicos para multinacionais, permitindo que interesses estrangeiros assumam o controle de cadeias críticas instaladas em território nacional. Enquanto o Brasil abdica do protagonismo estatal em nome de um falso “livre mercado”, potências como os Estados Unidos atuam de forma direta e agressiva para assegurar seus interesses minerais, inclusive por meio de financiamento público e controle societário no exterior.

Diante desse cenário, torna‑se imperativa a criação da TERRABRÁS – Terras Raras do Brasil S.A., uma empresa estatal integralmente gerida e comandada pelo país, nos moldes estratégicos que orientaram a fundação da Petrobras. Mais do que extrair, trata‑se de dominar o refino, a tecnologia e a agregação de valor. Sem uma ação coordenada do Estado, o Brasil continuará abrindo mão de seu futuro industrial, permitindo que seu patrimônio mineral estratégico seja capturado por multinacionais e convertido em poder geopolítico alheio, não nacional. 

Em síntese, criar a TERRABRÁS não é apenas fundar uma empresa: é romper com a lógica da entrega automática do patrimônio mineral. Sem uma estatal forte, integrada, tecnológica e protegida por lei, o Brasil continuará permitindo que multinacionais transformem suas reservas estratégicas em poder geopolítico estrangeiro.




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