Gilmar Teixeira
É preciso coragem, prá não desistir!
Naqueles dias em que a vida parece apertar mais do que devia, aprendi que a fé não chega fazendo barulho — ela chega quietinha, como quem senta ao nosso lado sem pedir licença. Foi assim numa tarde dessas, comum por fora, mas pesada por dentro. O mundo seguia no seu ritmo, enquanto por dentro tudo parecia fora do lugar.
A gente tenta entender, procura respostas, revira pensamentos como quem busca algo perdido na gaveta antiga da alma. E nem sempre encontra. Mas é nesse silêncio que algo maior começa a agir. Não com explicações prontas, mas com uma presença firme, que sustenta sem a gente perceber de imediato.
Lembro de ter pensado em desistir de algumas batalhas invisíveis — aquelas que ninguém vê, mas que cansam mais do que qualquer outra. Foi quando percebi que, mesmo sem forças aparentes, eu ainda estava de pé. E isso já era um sinal. Um pequeno milagre cotidiano que a gente costuma ignorar.
A fé, descobri, não é ausência de dor. É a coragem de continuar apesar dela. É dar um passo quando tudo pede pra parar. É fazer uma oração simples, às vezes sem palavras, só com o coração apertado e sincero.
E assim, devagarinho, as coisas começam a se ajeitar. Não de uma vez, não como num passe de mágica, mas como o amanhecer que chega sem pressa, clareando tudo aos poucos. A gente entende, então, que nunca esteve só.
Porque Deus não abandona — Ele caminha junto. Sustenta, fortalece e levanta, mesmo quando a gente acha que não consegue mais.
E quando o tempo passa — porque ele sempre passa — fica a certeza: a dor ensinou, a fé sustentou, e a gente saiu mais forte do que imaginava.






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